Depressão é frescura?

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Normalmente, começa com um amigo próximo perguntando se está tudo bem. Você prontamente responde que sim, afinal, não parece haver nada de errado. Depois de um tempo, as perguntas se repetem. Um familiar mais próximo, namorado(a), colega de trabalho, até que a pergunta “está tudo bem com você?” começa a vir de pessoas com as quais você não tem tanta intimidade.

Talvez o problema seja a sua falta de energia, ao contrário da que tinha antigamente: deixou de frequentar os mesmos lugares e aquela série incrível que você não enjoava de ver, agora perdeu a graça. Mas se isso é normal, então por que as pessoas insistem na pergunta?

Depois, é uma tarefa que você tem que entregar, mas não se sente com a menor vontade de fazer aquilo. “Depois eu faço”, você fala para si. Uma semana passou e a tarefa ainda está lá, te esperando, olhando com aquela cara de “ei, não vai me fazer não?”.

Você está tão esgotado que pensa em fazer algo que gosta só para dar “aquela animada”. Contudo, você coloca um filme e dez minutos depois ele já perdeu a graça. Pega um livro, mas não consegue nem ler duas páginas. Coloca uma música, mas nenhuma é boa o bastante.

Sair com um amigo? Parece uma boa ideia, mas após pensar um pouco, desiste. Afinal, eles devem ter compromissos e você não quer atrapalhar ninguém. Finalmente, decide dar uma caminhada na quadra, porém se sente mal ao ver um morador de rua pedindo comida, e começa a pensar o que há de errado com o mundo. Em pouco tempo, percebe que está chorando.

Se persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado

Passar por uma fase “bad” é comum. Ninguém é feliz 24 horas por dia, 365 dias por ano. É natural ficar desmotivado, abatido e triste em alguns momentos. Mas se isso está durando a ponto de atrapalhar a sua vida pessoal e de começar a estranhar o próprio comportamento, talvez seja a hora de procurar ajuda, pois a probabilidade de você estar com depressão é grande.

“Depressão? Como assim? Eu te vi sorrindo ontem mesmo”, “Isso não é depressão, é frescura!”, “Depressão é coisa de rico”, “Isso é só uma fase”, “Você já tentou não sentir isso?”. Muitos pacientes que sofrem com depressão já ouviram algo semelhante. Infelizmente, a depressão ainda é tratada por algumas pessoas com muito preconceito, o que resulta em diagnósticos tardios da doença e agrava os sintomas, tornando mais difícil o tratamento.

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Depressão é uma doença, um assunto sério

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Caxumba é frescura? Conjuntivite? E osteoporose? Se essas doenças são levadas a sério, por que com a depressão seria diferente? Não ter mais vontade de fazer o que gosta, se sentir a pior pessoa do mundo, ficar apático e sofrer distúrbios do sono não são coisas que as pessoas fazem “para chamar a atenção”.

Portanto, quebrar esse preconceito é o primeiro passo para encararmos esse que já é considerado o grande mal do século. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa será a doença que mais afetará as pessoas até 2030, sendo a principal causa de suicídios, assim como a segunda doença mais causadora de incapacidade.

O que é depressão?

Ainda não se sabe exatamente o que leva uma pessoa a desenvolver depressão. Dentre os fatores conhecidos, podemos citar a genética: quem possui histórico familiar de para a doença é mais propenso a desenvolvê-la. Da mesma forma, o risco aumenta caso a pessoa passe por experiências traumáticas como separação, perder um ente querido e sofrer desilusões muito fortes. Além disso, há os fatores biológicos e culturais, incluindo o ambiente que se vive. Geralmente, é uma soma de diversos fatores que ao longo do tempo vai modificando as funções neurais de um indivíduo até o ponto de desenvolver a depressão.

Nosso cérebro é composto por milhares de neurônios que, para comunicarem entre si e com as demais células do nosso corpo, produzem um neurotransmissor chamado serotonina. Em pessoas que estão com depressão, foi observada uma redução na produção desse neurotransmissor, o que causa uma diminuição na energia necessária para desempenhar as funções do dia a dia, desde trabalhar até tomar uma gelada com os amigos na sexta-feira.

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Para o dia nascer feliz

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A boa notícia é que a depressão, como a maioria das doenças, tem tratamento. Mas, primeiro, é necessário passar por um psiquiatra para um diagnóstico. Caso seja positivo, é fundamental procurar um psicólogo para fazer o acompanhamento, pois se tratar apenas com remédios não é recomendável.

É por meio da psicoterapia que a pessoa descobre e aprende a lidar com os bloqueios que estão afetando a vida e que ocasionam as dificuldades cerebrais. Então se você está procurando psicólogo em Curitiba, eu posso te ajudar a enfrentar a depressão de maneira a localizar os motivos por trás do problema e a trabalhá-los durante as sessões.

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